A polifonia visual em Fun Home de Alison Bechdel: imagens ardentes de uma sobrevivência literária
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Palavras-chave

Fun Home; Alison Bechdel; Polifonia; Literatura e romance gráfico.

Como Citar

CARDOSO ANDRADE, ÉMILE. A polifonia visual em Fun Home de Alison Bechdel: imagens ardentes de uma sobrevivência literária. SEDA - Revista de Letras da Rural-RJ, v. 5, n. 12, p. 211-220, 15 jan. 2021.

Resumo

O intuito deste trabalho é tencionar as conexões entre a literatura e seus outros formatos no universo artístico contemporâneo, em especial o romance gráfico. A partir das considerações teóricas de Georges Didi-Huberman e Etienne Samain, pretende-se analisar a obra Fun Home - uma tragicomédia em família (2006) de Alison Bechdel levando em consideração o princípio metodológico da combinação e da montagem das imagens, essa forma de construção estética que amplifica as possibilidades de referência, alusão e diálogo com o universo literário o qual influencia a autora em sua escritura. Ao deslocar a noção de polifonia de Mikhail Bakhtin para o âmbito das visualidades, o circuito intertextual do romance de Bechdel abre-se para o entendimento da imagem como uma sobrevivência da literatura e de sua tradição.

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Referências

BAKHTIN, Mikhail. Problemas da poética de Dostoiévski. Rio de janeiro: Forense Universitária, 1997.
BECHDEL, Alison. Fun Home: uma tragicomédia em família. São Paulo: Conrad, 2007.
BEZERRA, Paulo. Polifonia. IN: BRAIT, Beth (org.) Bakhtin: conceitos-chave. São Paulo: Contexto, 2013, p.193-4.
DIDI-HUBERMAN, Georges. Quando as imagens tocam o real. In: Pós: Belo Horizonte v.2 n.4, p.204-219, nov.2012.
ECO, Umberto. Apocalípticos e integrados. São Paulo: Perspectiva, 2006.
SAMAIN, Etienne. Como pensam as imagens. Campinas : Editora de Unicamp, 2012.
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